Campo de Guerra
Detentos do Rap
Written by Denison Vertelo
Guitar chords
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Me tiraram a paz quebraram a trĂ©gua Transformaram nossa vila num campo de guerra SĂł se sabemos de tudo e nĂŁo sabemos de nada No Ozem da vila vejo diversas paradas É o ponto de encontro da rapa local Onde exibem seus artigos seus veĂculos sĂŁo os maiorais Com muito dinheiro no bolso ganhado na lei de um mundo criminoso Na quebrada Ă© assim o H maior A lei tem que ser regida e nĂŁo ter dĂł Vem o pai vem o filho e vem o neto Nascido e criado na Vila Progresso Zona Leste bairro de Itaquera Na favela da piloto os manos me esperam Vila Sinhá, Pedroso, Jd. Rosário, Cidade Nova, Curuça, Rubro Enitroperário SĂŁo uma famĂlia sĂł, somos considerados É sete da noite tem que levar a mina no colĂ©gio SĂŁo bem visto na vila ando sempre certo AlguĂ©m está tocando em casa Um camarada veio me dizer E aĂ Daniel, diga mano, um mano seu acaba de morre É foda! SaĂ com a cabeça a mil desci na favela NĂŁo demora muito pra saber Quem era o corpo esticado no chĂŁo, na esquina da viela Com um monte de criança passando em cima dela Era o Luciano O mais novo traficante que a polĂcia revela Sua mĂŁe ali gritando sem saber o que aconteceu NĂŁo entendia nada tiraram o filho seu Era o filho Ăşnico ela ficou sĂł Meu Deus tenha pena, meus Deus tenha dĂł Essas sĂŁo as palavras de uma mĂŁe desesperada Que teve seu Ăşnico filho morto com várias rajadas Mas quem se envolve com essa porra dessa fita Ă© sempre assim Assina seu prĂłprio Ăłbito, compra seu fim No Sábado de manhĂŁ na quadra de Basquete Ouço comentar a cena se repete E dessa vez do lado oposto Os manos que ontem eram sossegados hoje Ă© criminoso Em frente ao Ozem um opala parado Agitação, tumulto, todo mundo armado Há mais um assassinado Já era o meu Sábado acabou a minha festa ExtermĂnio, guerra fria Ă© o que nos resta Profecia cumpriu, a cena se repetiu Um saldo de 5 mortos na Pires do Rio RefrĂŁo É foda, porque isso tem que acontecer Para arrumar inimigos basta estar no poder Eu to muito louco to saindo fora Muitos inimigos envolvidos Ă© zona de perigo NĂŁo quero que a minha mĂŁe chore Tanta coisa boa que tenho pra apreciar Uma idĂ©ia sadia, mulheres, Basquete Um samba ao vivo no bar Um som pesado na terraço em SĂŁo Miguel Mulher Ă© o que nĂŁo falta pra levar pro motel Na Vila Verde tambĂ©m tem outra festa Av. SĂŁo Paulo tem grande quermesse Sexta feira um dia normal ReuniĂŁo na borracharia do Novinho vamos pro Radial Eu, Branquinho, Claumir, Naldinho A gente faz a festa W A Zona Leste Ă© toda nossa, Zueira Ă© nosso nome W A curtição Ă© nosso negĂłcio! Somos pobres, pretos, sim mas com orgulho Fazemos a nossa parte procuramos melhorar nosso mundo Toc, toc, toc, estou chegando em casa Curtição foi da hora, Ă© alta madrugada Minha coroinha vem me receber assustada E me diz filho ontem teve várias rajadas Já sei mĂŁe a polĂcia tá na quebrada Várias mĂŁes devem estar desesperadas No dia seguinte a notĂcia chegou a tona Marcas de balas pra todos os lados Esses filhos da puta fardados fizeram da vila uma verdadeira zona NĂŁo dá pra aturar Ver os irmĂŁozinhos se foder e se atolando na bosta Teoricamente me refiro Ă s drogas RefrĂŁo Baseado em fatos reais Que acontecem nĂŁo sĂł na Zona Leste de SĂŁo Paulo Mas em todas áreas pobres das grandes capitais Com palavras florindo Detentos do Rap nesse mundo cĂŁo Vai se saindo RefrĂŁo
Sent by: anonymous
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